A VIDA VITORIOSA EM CRISTO


Texto Base: I João 5.1-12

Introdução: O apóstolo João escreve para fortalecer a fé dos cristãos e mostrar as evidências de uma vida verdadeiramente transformada pelo novo nascimento. Neste texto, ele apresenta as características daqueles que são "nascidos de Deus" e vivem uma vida de vitória em Cristo.

A vida vitoriosa é resultado do novo nascimento e se manifesta através do amor, da obediência, da fé e da certeza da vida eterna.

 

1. A VIDA VITORIOSA É EVIDENCIADA PELO AMOR

I João 5.1-2. "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus..."

A expressão "nascido de Deus" aparece repetidamente na carta de João. Ela aponta para a regeneração, quando Deus comunica Sua própria vida ao pecador arrependido.

A primeira evidência dessa nova natureza é o amor. Quem ama a Deus também ama aqueles que pertencem a Deus.

Esse amor não é mero sentimentalismo ou emoção passageira. É uma resposta prática ao amor que Deus demonstrou por nós.

O amor cristão deve ser demonstrado em atitudes.

Não podemos afirmar que amamos a Deus e desprezar nossos irmãos.

O amor se expressa através do perdão, da paciência e do serviço.

2. A VIDA VITORIOSA É MARCADA PELA OBEDIÊNCIA

I João 5.3. "Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos."

O amor a Deus não é apenas declarado pelos lábios; ele é demonstrado pela obediência.

Quando alguém nasce de Deus, seus mandamentos deixam de ser um peso e passam a ser um prazer.

A obediência não é o meio de salvação, mas a evidência de uma vida transformada.

Obedecer a Deus é uma demonstração de amor.

O cristão não vive conforme seus próprios desejos, mas segundo a vontade do Senhor.

Quanto mais amamos a Deus, mais desejamos agradá-Lo.

3. A VIDA VITORIOSA VENCE O MUNDO PELA FÉ

I João 5.4-5. "Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé."

O mundo oferece prazeres temporários, valores contrários a Deus e inúmeras distrações espirituais.

A fé nos conecta às realidades eternas e nos faz enxergar além das circunstâncias presentes.

O verdadeiro vencedor não é o mais forte, mas aquele que confia em Jesus Cristo.

A fé nos fortalece diante das tentações.

A fé nos sustenta nas provas e dificuldades.

A fé nos ajuda a não sermos seduzidos pelos valores deste mundo.

Pedro andou sobre as águas enquanto manteve seus olhos em Jesus. Quando olhou para o vento e para as ondas, começou a afundar.

Da mesma forma, permanecemos vitoriosos quando mantemos os olhos fixos em Cristo.

4. A VIDA VITORIOSA ESTÁ FUNDAMENTADA NA PESSOA E NA OBRA COMPLETA DE CRISTO

I João 5.6-8. "Este é aquele que veio por água e sangue, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e sangue."

João destaca que Jesus veio "por água e sangue", unidos pela conjunção "e", enfatizando a unidade da Sua pessoa e da Sua obra.

O mesmo Jesus que foi batizado nas águas do Jordão por João Batista foi aquele que derramou Seu sangue na cruz. João combate a falsa ideia de que haveria uma separação entre o Jesus humano e o Cristo divino.

A água aponta para o início do ministério público de Jesus, quando Ele foi identificado e apresentado como o Filho de Deus.

O sangue aponta para Sua morte sacrificial, quando consumou a obra da redenção.

João afirma que Jesus não veio apenas pela água, mas pela água e pelo sangue. Seu ministério e Seu sacrifício formam uma única obra redentora realizada pelo mesmo Salvador.

Além disso, o Espírito Santo testemunha continuamente essa verdade, confirmando aos crentes que Jesus é o Filho de Deus e o único Salvador.

Nossa fé deve estar firmada na pessoa completa de Cristo.

O Jesus que foi aprovado pelo Pai em Seu batismo é o mesmo que morreu pelos nossos pecados.

A salvação está fundamentada na obra completa de Cristo, desde Seu ministério até Sua morte e ressurreição.

O Espírito Santo continua testificando em nossos corações que Jesus é o Filho de Deus.

Não existem dois Cristos nem duas obras distintas. O mesmo Jesus que desceu às águas do Jordão foi o mesmo que subiu ao Calvário para derramar Seu sangue por nós.

5. A VIDA VITORIOSA DESCANSA NO TESTEMUNHO DE DEUS

I João 5.9-10. "Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior."

Muitas vozes tentam influenciar nossa fé.

A sociedade muda. As opiniões mudam.
As filosofias mudam. Mas o testemunho de Deus permanece para sempre. Nossa segurança não está no que as pessoas dizem sobre Jesus, mas no que Deus declarou sobre Seu Filho.

Devemos fundamentar nossa fé na Palavra de Deus.

Não podemos depender apenas de sentimentos.

A verdade divina é superior às opiniões humanas.

6. A VIDA VITORIOSA POSSUI A CERTEZA DA VIDA ETERNA

I João 5.11-12. "Quem tem o Filho tem a vida."

A vida eterna não é apenas uma promessa futura.

Ela começa no momento em que recebemos Jesus Cristo. A presença de Cristo em nós é a garantia da eternidade.

O cristão não vive apenas esperando o céu; ele já desfruta da comunhão com Deus aqui e agora. Podemos viver com segurança espiritual. Não precisamos temer o futuro.

A presença de Cristo transforma nossa vida presente e garante nossa eternidade.

Conclusão

João nos ensina que a verdadeira vida vitoriosa não é medida por conquistas materiais, reconhecimento humano ou ausência de problemas.

A vida vitoriosa é fruto do novo nascimento e se manifesta por meio de: Amor aos irmãos; Obediência aos mandamentos de Deus; Fé que vence o mundo.

Confiança na obra redentora de Cristo; Certeza baseada no testemunho de Deus; Segurança da vida eterna.

Quem nasceu de Deus não vive para conquistar vitórias; ele vive a partir da maior de todas as vitórias: Jesus Cristo já venceu por ele.

 

Pastor Adilson Guilhermel

ESBOÇO E COMENTÁRIO - TEMA: O PAI NOSSO E A COLETIVIDADE DO REINO

 


O PAI NOSSO E A COLETIVIDADE DO REINO — Mateus 6.9-18

O ensino de Jesus sobre a oração e o jejum, em Mateus 6.9-18, revela não apenas uma prática religiosa, mas uma expressão viva do relacionamento do discípulo com Deus. Mais adequadamente, essa oração poderia ser chamada de “oração dos discípulos”, pois nela encontramos o modelo da alma que aprendeu a depender do Pai. Estamos diante de uma magnífica catedral espiritual. Ao percorrermos seus majestosos corredores, lembramo-nos das multidões de servos de Deus, em todas as eras, que encontraram nessas breves petições a linguagem de seus anseios mais profundos e santos.

1. A oração começa com relacionamento — “Pai nosso” (v.9)

Jesus não ensina seus discípulos a começarem a oração com medo, distância ou formalismo, mas com intimidade: “Pai nosso”. A palavra revela proximidade, confiança e amor filial. Não se trata de um Deus impessoal, mas do Pai que acolhe seus filhos.

A expressão “nosso” também destrói o egoísmo espiritual. Mesmo quando oramos sozinhos, carregamos diante de Deus as necessidades dos irmãos. A oração cristã nunca é isolada; ela é comunitária em sua essência.

O verdadeiro espírito da oração é aquele que clama: “Aba, Pai”, reconhecendo dependência, confiança e comunhão.

2. A oração deve ser reverente — “Santificado seja o teu nome” (v.9)

Antes de apresentar necessidades pessoais, Jesus ensina que o primeiro desejo do coração deve ser a glória de Deus. Santificar o nome do Senhor significa honrá-lo, reverenciá-lo e desejar que sua santidade seja reconhecida na terra.

A oração não existe para colocar o homem no centro, mas para colocar Deus em seu devido lugar. O discípulo maduro deseja, acima de tudo, que a vida divina seja exaltada através de sua própria vida.

3. A oração deve buscar o reino de Deus — “Venha o teu reino” (v.10)

Aqui encontramos uma oração altruísta e missionária. O reino representa o governo de Deus sobre os corações. Orar pela vinda do reino é desejar que o pecado seja vencido, que vidas sejam transformadas e que a vontade do Senhor prevaleça.

O discípulo aprende a abandonar o egoísmo do “meu” e do “mim”, substituindo-o pelo “nós” e pelo propósito eterno de Deus.

4. A submissão da vontade humana — “Seja feita a tua vontade” (v.10)

Jesus ensina que a verdadeira oração não é uma tentativa de convencer Deus a fazer nossa vontade, mas de alinhar nosso coração à vontade dele.

Há profunda rendição nessas palavras. O crente reconhece que a vontade divina é perfeita, ainda quando não compreendida. A oração genuína produz obediência, humildade e confiança.

5. Dependência diária — “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (v.11)

Essa petição revela que Deus se importa tanto com o espiritual quanto com o material. O pão simboliza sustento, provisão e cuidado diário.

Jesus nos afasta da ansiedade pelo futuro e nos conduz à dependência cotidiana. Cada dia recebido é uma dádiva da graça divina. O discípulo aprende a confiar que o Pai suprirá aquilo que é necessário para a vida.

Além do pão material, muitos intérpretes enxergam aqui também a necessidade espiritual da alma — o alimento que sustenta o coração na caminhada com Deus.

6. O perdão recebido e compartilhado — “Perdoa-nos as nossas dívidas” (v.12)

O pecado é apresentado como uma dívida moral diante de Deus. Nenhum homem pode quitar essa dívida por si mesmo; dependemos inteiramente da misericórdia divina.

Quando Deus perdoa, ele afasta de si todo vestígio do nosso pecado. Sua graça remove a culpa e restaura a comunhão quebrada.

Entretanto, Jesus acrescenta uma verdade solene: “assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”. O coração que recebeu graça deve tornar-se um canal de graça. Não podemos desejar o perdão divino enquanto alimentamos ressentimento contra o próximo.

Os versículos 14 e 15 reforçam essa verdade. A disposição para perdoar evidencia que compreendemos a profundidade do perdão que recebemos de Deus.

7. Dependência espiritual e proteção — “Não nos deixes cair em tentação” (v.13)

Jesus não sugere que Deus seja o autor da tentação, mas ensina o discípulo a reconhecer sua própria fragilidade espiritual. A oração revela consciência da fraqueza humana e necessidade constante da proteção divina. O cristão prudente não confia em sua própria força. Ele busca auxílio do Senhor para permanecer firme diante das seduções do pecado e das ciladas do maligno.

8. O jejum verdadeiro — Mateus 6.16-18

Após ensinar sobre a oração, Jesus fala sobre o jejum. Mais uma vez, ele condena a hipocrisia religiosa dos que transformavam práticas espirituais em espetáculo público.

Os fariseus desfiguravam o rosto para demonstrar espiritualidade diante dos homens. Jesus, porém, ensina que o jejum deve ser discreto, sincero e centrado em Deus.

O verdadeiro jejum não é aparência externa, mas quebrantamento interior. Não busca aplausos humanos, mas intimidade com o Pai. É uma prática de consagração, humildade e busca espiritual.

Assim como a oração, o jejum deve nascer de um coração sincero.

 

Mateus 6.9-18 nos ensina que oração e jejum não são meros deveres religiosos, mas expressões da vida do discípulo diante do Pai. A oração deve ser simples, direta e fervorosa; reverente diante da santidade divina; altruísta em seu amor pelo próximo; permeada de confiança, perdão e dependência.

Cristo nos conduz a uma espiritualidade profunda, longe da ostentação religiosa e próxima do coração de Deus. O discípulo verdadeiro não busca ser visto pelos homens, mas conhecido pelo Pai que vê em secreto.

A oração do Pai Nosso realmente possui um caráter comunitário e coletivo. Jesus poderia ter ensinado “Meu Pai”, “me dá”, “me perdoa”, mas ensinou:

“Pai nosso”

“o pão nosso”

“perdoa as nossas dívidas”

“não nos deixe cair”

“livra-nos do mal”

Isso revela que a vida cristã não foi pensada de forma isolada, mas como corpo, comunhão e unidade. A oração abrange toda a família da fé, aquilo que o apóstolo Paulo chama de Corpo de Cristo.

Quando alguém ora o Pai Nosso com consciência espiritual, está intercedendo:

pelos irmãos necessitados,

pelos que estão fracos na fé,

pelos que precisam de perdão,

pelos que carecem do pão material e espiritual,

e por todos que lutam contra o mal e a tentação.

Seu pensamento também se conecta diretamente com o ensino bíblico:

“Orai uns pelos outros.”
— Tiago 5:16

Ou seja, o Pai Nosso não é apenas uma oração individual de devoção; ele é também uma oração sacerdotal e solidária. Quem entende isso deixa de enxergar a fé apenas como algo “entre eu e Deus” e passa a compreender a dimensão do Reino, da igreja e da comunhão dos santos.

Além disso, há algo muito belo nisso: quando um cristão está sem forças para orar por si mesmo, outro pode estar dizendo “Pai nosso” e, sem perceber, carregando aquele irmão diante de Deus.

Essa percepção amplia muito a profundidade da oração ensinada por Jesus Cristo. Ela deixa de ser apenas uma repetição litúrgica e se torna uma expressão de unidade espiritual universal do povo de Deus.

Você está enxergando o Pai Nosso não apenas como uma oração devocional, mas como um modelo espiritual de unidade do povo de Deus — e isso é muito profundo.

Os discípulos pediram a Jesus Cristo:

“Senhor, ensina-nos a orar...”
— Lucas 11:1

E Jesus não entregou apenas palavras para serem repetidas mecanicamente. Ele entregou uma estrutura espiritual que moldaria a identidade do seu povo após a cruz.

Seu entendimento sobre o “corpo” é muito coerente com aquilo que depois seria revelado aos apóstolos: a igreja espalhada pela Terra, porém unida em espírito, fé e intercessão. Quando os discípulos partissem para cumprir o “Ide”, levando o evangelho às nações, o Pai Nosso se tornaria um elo invisível de comunhão entre os cristãos de todos os lugares.

Isso fica ainda mais forte porque a oração:

une todos sob um mesmo Pai; ensina dependência coletiva; promove perdão mútuo; fortalece a perseverança espiritual; e cria consciência de corpo e não apenas de individualidade.

É como se Jesus estivesse preparando seus discípulos para entenderem que ninguém caminharia sozinho no Reino.

O “Pai nosso” já destrói a ideia de isolamento espiritual. A igreja não seria formada por indivíduos desconectados, mas por membros de um mesmo corpo, exatamente como depois ensinado por Paulo de Tarso acerca do Corpo de Cristo.

E há algo muito forte no que você observou: quando um cristão ora essa oração com entendimento, ele está sustentando espiritualmente irmãos que talvez nem conheça, em outras cidades, países e gerações. Isso combina perfeitamente com:

“orai uns pelos outros”,

“levai as cargas uns dos outros”,

e “um só corpo e um só Espírito”.

Atentemos a uma leitura espiritual e comunitária da oração que muitas vezes passa despercebida quando ela é vista apenas como uma repetição litúrgica.

Concluímos, portanto, que o Pai Nosso não foi dado apenas como uma oração individual, mas como um modelo espiritual de comunhão, unidade e intercessão coletiva do povo de Deus. Ao ensinar “Pai nosso”, Jesus Cristo revelou que seus discípulos formariam um só corpo, unido pela mesma fé, pelo mesmo Espírito e pela mesma dependência do Pai.

Cada expressão da oração carrega um sentido comunitário, mostrando que a caminhada cristã nunca foi planejada para ser isolada. Assim, ao orar o Pai Nosso, a igreja ora uns pelos outros, sustenta uns aos outros e permanece espiritualmente conectada, mesmo espalhada entre povos, nações e gerações.

Dessa forma, o Pai Nosso se torna mais do que uma oração decorada: ele é uma expressão viva da unidade do Corpo de Cristo, fortalecendo a igreja universal no cumprimento da missão do “Ide”, até que todos sejam um diante do Pai.

 

Pastor Adilson Guilhermel

JESUS, O PÃO DA VIDA QUE SATISFAZ PLENAMENTE - João 6:37–42


A transitoriedade do material versus a eternidade do espiritual.

O texto de João 6.37-42 é o ponto de virada onde Jesus deixa de ser visto apenas como um "provedor de milagres" (o pão físico) para ser reconhecido como o próprio Sustento da alma.

 

1. DO SÍMBOLO Á SUBSTÂNCIA: O MANÁ E O PÃO VIVO

O maná no deserto foi um milagre de sobrevivência, mas tinha

A BATALHA ESPIRITUAL E AS ARMAS DO CRENTE - Efésios 6.10-20

 

Introdução – Muita gente hoje vive como se não houvesse batalha espiritual. Isso se revela em atitudes como: negligência espiritual, falta de oração,

vida cristã superficial.

“Se você não percebe uma batalha espiritual na sua vida, talvez você não esteja resistindo como deveria.”

Quem não está em Cristo não luta contra o diabo.

O cristão, ao mudar de lado, entra automaticamente em guerra.

A VERDADEIRA MOTIVAÇÃO DO CRENTE


Mateus 6.6 "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará".   INTRODUÇÃO: Vivemos em um tempo onde muitas pessoas começam bem… mas não permanecem.Começam animadas, motivadas, cheias de fé; mas, com o tempo, desanimam, esfriam ou perdem o propósito.

Por quê?

JESUS, A LUZ DO CRENTE

  


JESUS, A LUZ DO CRENTE

Texto Chave: João 8:12 Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.

O que são as "trevas" hoje: depressão, confusão mental, falta de propósito e pecado oculto. Viver longe de Deus não é apenas uma escolha religiosa, é habitar em um lugar onde não se pode enxergar o caminho.

QUANDO A ALMA TEM SEDE EM TEMPOS DIFÍCEIS

 

QUANDO A ALMA TEM SEDE EM TEMPOS DIFÍCEIS

Salmos 42

Hoje nós não estamos reunidos em um templo físico… mas estamos conectados em algo poderoso: a presença de Deus que invade os lares.

Porque a igreja não é prédio.

TEMA: JESUS, O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA



João 14.1–11 6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim

INTRODUÇÃO: O capítulo 14 de João nos leva a um dos momentos mais sensíveis do ministério de Jesus. O Mestre estava prestes a enfrentar a cruz. O clima era de despedida. O coração dos discípulos estava aflito, confuso e inseguro. Jesus havia falado sobre traição, sofrimento e partida. O futuro parecia incerto. 

O PECADOR E SEU HÓSPEDE – Lucas 19.1–10

 

O PECADOR E SEU HÓSPEDE – Lucas 19.1–10

Introdução: Como Igreja do Senhor, temos que entender que existem encontros que mudam o rumo da história… Existem momentos em que o céu invade a terra…

E existem dias em que Deus decide parar exatamente no lugar onde alguém está clamando por dentro…

UM CLAMOR EM MEIO AS ONDAS = Salmos 88

 

UM CLAMOR EM MEIO AS ONDAS - Salmo 88 – Uma fé que persevera na escuridão

Introdução: A maior parte dos salmos que começa em dor termina em celebração. O salmista chora, mas termina cantando. Ele se derrama, mas depois exalta. Ele geme, mas termina glorificando. O Salmo 88 é diferente. Ele é um dos textos mais intensos da Bíblia sobre sofrimento contínuo. Não vemos uma virada clara no final, não vemos um final “feliz” aparente. O salmo termina ainda na escuridão. Isso nos ensina algo profundo: mesmo quando não sentimos alegria, ainda podemos ter fé.  A Bíblia não esconde a dor humana. Ela não romantiza o sofrimento. Ela mostra que existem momentos em que o crente continua crendo, mesmo sem sentir alívio imediato. Isso é maturidade espiritual.
Mentalize isso e medite: Como permanecer firmes quando a vida parece um mar revolto; Como orar quando parece que Deus está em silêncio; Como manter a fé quando a alma está cansada. Porque até nas ondas mais altas, Deus continua governando.  

1. UM CLAMOR QUE SOBE DA PROFUNCIDADE (v.1-8)
O salmo começa com uma declaração poderosa: “Ó Senhor, Deus da minha salvação, diante de ti tenho clamado de dia e de noite.”
Mesmo em meio ao sofrimento, o salmista chama Deus de: “O Deus da minha salvação.”; Ele não disse: “Deus que me abandonou”;
“Deus que me esqueceu”; “Deus que não me responde”
Ele disse: “Deus da minha salvação.” Isso revela uma fé que não depende das circunstâncias.
Nos versículos 1-8, o salmista descreve uma situação extremamente dolorosa: Ele se sente próximo da morte; Ele se sente fraco; Ele se sente isolado; Ele se sente rejeitado; Até seus amigos se afastaram. Possivelmente ele enfrentava uma doença grave, algo que causava repulsa social.
Isso também acontece hoje. Há momentos em que: pessoas se afastam; amigos desaparecem; irmãos não entendem nossa dor; até familiares não sabem como lidar conosco.
Mas há algo poderoso aqui: Mesmo quando os homens se afastam, Deus continua presente.
O crente pode até perder o apoio humano, mas nunca perde a presença do Espírito Santo.
Há momentos em que o único som que sai da nossa boca é: “Senhor, me ajuda.” E isso já é oração. O Espírito Santo intercede por nós até quando não sabemos como orar. O silêncio humano não significa ausência divina. Deus continua trabalhando mesmo quando não percebemos.

2. A ORAÇÃO É A PROVA DE QUE DEUS AINDA ESTÁ OPERANDO. (v.9-12)
O salmista continua orando; Ele não parou; Ele não desistiu; Ele não abandonou a presença de Deus. Ele diz: “A ti, Senhor, clamo todo dia.”
Aqui está uma verdade poderosa: Quem continua orando ainda tem esperança. Se você ainda ora, o Espírito Santo ainda está operando dentro de você.  A oração não é apenas um pedido. A oração é uma evidência da presença de Deus dentro de nós. Ninguém busca a Deus por iniciativa própria sem que o Espírito Santo esteja agindo. A Bíblia ensina que o Espírito Santo ajuda nossas fraquezas. Ele nos fortalece quando estamos fracos. Ele nos sustenta quando estamos cansados. Ele nos levanta quando estamos abatidos.
Existem pessoas dentro da igreja que estão sorrindo por fora, mas chorando por dentro. Existem pessoas que continuam levantando as mãos, mesmo sentindo dor na alma. E Deus vê isso.
Cada oração não respondida imediatamente não é uma oração ignorada. Deus armazena cada lágrima. Deus registra cada clamor. 
Deus honra cada joelho dobrado. Antes da resposta visível, Deus já está liberando fortalecimento espiritual. Às vezes o milagre não começa do lado de fora. Começa dentro do coração.

3. QUANDO A ALMA LUTA CONTRA O DESESPERO (v.13-18)
O salmista continua insistindo. Ele não entende totalmente o que está acontecendo. Ele faz perguntas difíceis. Ele expressa sua dor com sinceridade.
Isso nos ensina que: Deus não exige orações perfeitas. Ele deseja orações sinceras. Podemos ser honestos com Deus.
Podemos dizer: “Senhor, estou cansado.” “Senhor, não estou entendendo.” “Senhor, parece que o Senhor está distante.” Isso não é falta de fé. Isso é relacionamento verdadeiro. O Espírito Santo não trabalha apenas nos momentos de celebração. Ele também trabalha nos momentos de quebrantamento.
Há profundidades espirituais que só conhecemos em meio à dor. Há níveis de intimidade com Deus que só existem quando todas as outras seguranças são removidas. O deserto não é lugar de abandono. É lugar de transformação.
O silêncio de Deus não significa ausência. Significa que Ele está trabalhando em dimensões que ainda não conseguimos ver.

4. DEUS GOVERNA AS ONDAS  

Se o navio da sua vida está enfrentando uma tempestade, lembre-se: Deus governa as ondas. Nenhuma tempestade foge do controle do Senhor. O mesmo Deus que permite o vento forte é o Deus que determina até onde a onda pode ir. O mar não decide sozinho. 
Ele obedece a uma voz superior.
Talvez alguém esteja enfrentando: crise emocional; crise financeira; crise familiar; crise espiritual; enfermidade; cansaço da alma. 
Mas Deus continua no controle. Ele ainda acalma tempestades. Ele ainda abre caminhos. Ele ainda restaura vidas. Ele ainda responde oração. O Deus que parece silencioso hoje é o mesmo Deus que amanhã fará o sol nascer novamente.

5. O TEMPO DE DEUS COMEÇA NA ESCURIDÃO  
Os dias de Deus não são como os do homem. O nosso dia começa com luz e termina com escuridão. O dia de Deus começa na escuridão e termina com luz. Mesmo que hoje esteja escuro, o final será iluminado. Mesmo que hoje pareça difícil, o final será cheio da presença de Deus. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer. Nem todo crente forte está sempre alegre. Existem pessoas espiritualmente maduras que estão atravessando períodos difíceis. Precisamos parar de julgar espiritualidade apenas pela aparência externa. A igreja precisa ser um lugar seguro para quem está ferido. Devemos acolher quem está passando por lutas emocionais e espirituais. O Espírito Santo cura também a alma. Mesmo sem resposta imediata, a perseverança na oração já demonstra fé viva.
Deus trabalha mesmo no silêncio. O mover do Espírito não depende apenas de emoções visíveis. Muitas vezes Ele está fortalecendo raízes invisíveis. A tempestade não define o destino do crente. O destino do crente é a luz.

Conclusão: O Salmo 88 nos ensina que: Mesmo quando não sentimos alegria, podemos continuar crendo. Mesmo quando não vemos resposta, podemos continuar orando. Mesmo quando tudo parece escuro, Deus continua presente. Se hoje sua alma está cansada, lembre-se: Deus ainda é o Deus da sua salvação. A tempestade não será eterna. A noite não será permanente. O silêncio não será o capítulo final. O Espírito Santo continua intercedendo por você.
E no tempo certo, o Senhor dará ordem ao vento, e as ondas se acalmarão.  

 Pastor Adilson Guilhermel